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A arte de buscar o equilíbrio – por Romila Amaral

Romila Amaral

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Esses dias eu estava no trânsito, quando o semáforo indicou a parada obrigatória dos carros, surgiu um artista fazendo malabarismo. Fiquei olhando, mas o que ele planejou apresentar não aconteceu. Acabou se perdendo nos movimentos e derrubou os objetos no chão, tentou outras vezes, mas sem sucesso não conseguiu contornar aquela situação. Chamei ele, quando se aproximou do carro disse: “Desculpa. Da próxima vez me cobra porque eu te devo uma apresentação.”

Por mais que a gente saiba fazer algo, e mesmo que façamos isso todos os dias a ponto de os movimentos se tornarem parte de nós, mesmo assim, se o corpo e a alma não estiverem em equilíbrio nada sairá como planejado. A regra é não deixar os problemas poluírem a mente. É difícil, porém, necessário, mas antes de sair de casa guarde o problema em uma caixa. Deixa ele lá se remoendo até compreender que somos seres humanos e imprevistos vão aparecer sempre. Depois que você tiver feito suas atividades, volte e abra a caixa, encare-o e, principalmente, resolva para que não se transforme em uma bola de neve. Não podemos nos sentir corroídos e impotentes. Somos donos do nosso destino, por isso cabe a nós lutar contra os nossos monstros internos, porque se não formos corajosos para fazer isso, o externo aos poucos nos consumirá a ponto de nos sentirmos pequenos ocupando o lugar do problema dentro da caixa. Somos maiores, a vida é como um cavalo xucro, ou assumimos as rédeas, ou ele nos derruba.

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