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Antropologia

Brasil, meu Brasil brasileiro!

Dieison Barcarolo

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Donde há de andar Brasil meu? Donde posso te encontrar Brasil Meu? Será que a máscara te emudeceu? Onde andas que não posso te escutar?

Estamos em tempos difíceis. Mas, mesmo na dificuldade, não podemos desistir. Doravante, onde queremos chegar? Aliás, será que percebemos a que ponto chegamos? Como, em sã consciência, democracia se faz com o uso da violência? Estamos em pleno século XXI. Entanto, parece que não mais nos enquadremos a ele.

A década de 60 ainda traz suas marcas. Marcas, estas, que figuram a imagem de nossa sociedade atual, ou boa parte dela. Não obstante, ao invés da censura o “gabinete do ódio”; ao invés da tortura, a descrença. Os conceitos apenas mudaram de nome. Mas, utilizam as mesmas técnicas como forma de aprisionamento cultural. Acolá, as pessoas parecem concordarem com suas conveniências. Porém, fecham-se para a realidade. Lembremos de Nietzsche ao definir verdade. Ela é como um vaso de barro. Ao cair sob o solo, estilhaça-se em pequenos segmentos. Nesse viés, cada um escolhe seu pedaço e, dele, assume-o como verdade.

Um exemplo supérfluo, mas, muito conexo ao nosso tempo. Há quem defenda uma ideologia, há quem defenda outra. Outrora, nem uma era tão defendida quanto a negação da verdade. Dessa maneira, ao que concerne nosso século XXI, vivemos anacronicamente. Não conseguiremos, jamais, mudar o passado. Apagar as manchas da ditadura é ignorar a luta pela liberdade de expressão. Assim, exercendo nossa autonomia, bradamos aos cantos de nosso país a pedir “Onde andas que não posso te escutar?” Acolá, às margens plácidas, não mais retumba o brado de um povo heroico. Esse, por sinal, está sob máscaras. Proteção e prudência, as palavras que te vejo escrever neste século. Vejo teu rastro sobre os milhões de areia que circundam nossos litorais, mas não sinto teu pulsar em nossa nação. O que vejo? Nada além de discordâncias e indignações, violências e palavrões. Até os jargões voltaram à moda. Sinto tua falta, Brasil, meu Brasil brasileiro!

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