Jornal do Povo

Coluna Dia Um – 31/01/2021: As duas cores da consolidação

A noite da última sexta-feira (29) foi de expectativa e apreensão para os torcedores do Juventude.

Jogando pelo acesso à Série A do futebol brasileiro após 13 temporadas, a equipe alviverde foi a Campinas para encarar o Guarani-SP.

O Ju não dependia necessariamente de outros resultados – a única condição para o acesso era garantir mais pontos na rodada do que o CSA-AL. Por isso, o que se viu foi um Juventude entrando em campo vestido com as cores da esperança na consolidação de seu trabalho.

Ao contrário do que receavam os mais desconfiados fãs, que, nos últimos anos, experimentaram um misto de alguns bons momentos e outros tantos “quases”, a noite era, de fato, da equipe gaúcha. Com golaço de Renato Cajá em mais uma exibição de futebol decisivo, o alviverde derrotou a equipe paulista, garantiu o 3° lugar na Série B de 2020 e agora pode voltar a abraçar, com todo o mérito e todo o merecimento, a elite do futebol brasileiro.

Logo após o apito final, a praça central de Caxias do Sul vibrou em júbilo com a conquista do time – e as comemorações, destoando dos estádios vazios, se estenderam final de semana adentro. A cidade, depois de um hiato longo demais para os corações aficionados, voltou a ter um representante na mais alta esfera do esporte nacional.

Ponto curioso sobre o retorno do Ju é que o meia Renato Cajá, autor do gol da confirmação, já havia sido de grande importância na campanha que garantiu a equipe na Série B do Brasileirão, ainda na temporada passada. E mais: memórias mais atentas lembram do mesmo Cajá no fatídico ano de 2007, quando os receios do elenco juventudista se confirmaram na forma de um rebaixamento.

Bem… agora a história mudou; o roteiro da equipe gaúcha é heroico e sem precedentes. Que o Juventude e sua torcida apaixonada continuem representando o futebol do interior com tanta garra, suor e amor à camisa como têm feito nos últimos tempos.

Belos capítulos estão por vir.

Ariel Fedrizzi

Ariel Fedrizzi

Com 24 anos de idade e natural de Caxias do Sul – RS, Ariel Fedrizzi é fascinado desde sempre por contar histórias. Tem nas palavras a chave para dar voz a quem não é ouvido e trazer luz ao que não é visto. Cronista por exercício, poeta por preguiça, contista por pendor, teve diversos artigos publicados no Jornal Pioneiro, mas tem sede por mais. Iniciou, em fevereiro de 2019, um projeto de divulgação do seu trabalho autoral nas redes sociais, e hoje conta com participação em alguns eventos literários no currículo (destaque para o Fora da Caixa, do Centro Universitário FSG, e para o Sarau de Poesia do Instituto Cultural Taru), e, claro, a materialização de seus escritos através dos cards literários, uma de suas maiores invencionices.



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