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Coluna Dia Um

Coluna Dia Um: Confinamento (ou florescimento?) de ideias – por Ariel Fedrizzi

Redação

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Que a quarentena está verdadeiramente desafiando a criatividade daqueles que passam dias a fio trancados em casa, não é novidade. O que não é dito é que ela também está contribuindo para a descoberta de novos passatempos, para o exercício de eventuais talentos antes inexplorados.

Quando as séries de TV, os games, os livros, não dosados com saídas de casa (já que, reiterando, é crucial se resguardar ao lar), acabam esgotando a diversão, a sede por formas diferentes de encarar a longa espera se acentua. Aqueles que trabalham de casa até não sofrem tanto com essa inércia, mas, mais cedo ou mais tarde, também se veem cansados de fazer as mesmas coisas nas horas vagas. É aí que entra, para um grupo ou para o outro, a descoberta do novo.

Começa com a curiosidade de cozinhar um prato diferente, o sonho ainda não realizado de aprender a desenhar, a coragem de pegar o violão esquecido e tirar o pó. E logo, quando menos se espera, descobre-se ali uma alegria. Através de videoaulas e tutoriais, ou então seguindo a mera intuição, o novo hobby passa a ganhar espaço – antes que se perceba, as pequenas vitórias do começo já dão lugar a ambições mais complexas, como aperfeiçoar o traço, tocar acordes mais complicados, criar um prato digno de Masterchef.

E a evolução não para por aí: os novos hobbies podem ser fotografados, postados nas redes sociais. Ideias podem ser trocadas com outros usuários – é a sabedoria se manifestando na forma de saber ouvir. Não há limites! Com muita vontade e uma considerável dose de tempo à disposição, não há artesanato ou costura ou escrita ou poesia ou música ou culinária ou bíceps ou tecnologia da programação que não possam ser exercitados.

Se tem algo que todos já sabemos, é que o mundo sairá diferente deste período confinado no lar. Por que não sair com novos gostos no portfólio também?

ARIEL FEDRIZZI: com 23 anos de idade e natural de Caxias do Sul (RS), é fascinado desde sempre por contar histórias. Ele tem nas palavras a chave para dar voz ao que não é ouvido e trazer luz ao que não é visto. Cronista por exercício, poeta por preguiça, contista por pendor, teve diversos artigos publicados no Jornal Pioneiro, mas tem sede por mais. Iniciou, em fevereiro de 2019, um projeto de divulgação do seu trabalho autoral nas redes sociais, e hoje conta com participação em alguns eventos literários no currículo (destaque para o Fora da Caixa, da Faculdade da Serra Gaúcha (FSG) e para o Sarau de Poesia do Instituto Cultural Taru), e claro, a materialização de seus escritos através dos cards literários.

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