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Cinema

E se Anne Frank tivesse uma câmera em vez de um diário?

Gustavo Tamagno Martins

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E se a conhecida adolescente judia Anne Frank tivesse consigo uma câmera em vez de um diário? A jovem ficou conhecida por seu célebre livro em que narra os anos em que ficou escondida dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

O Museu Casa de Anne Frank produziu uma série de vídeos para comemorar 75 anos desde o final da guerra na Holanda. Os clipes baseadas no diário de Anne têm de 5 a 10 minutos e se tornaram um sucesso no YouTube, com mais de 1,5 milhão de visualizações.

A adolescente, interpretada pela atriz Luna Cruz Perez, fala com a câmera sobre a sua vida, suas inseguranças e experiências com base de trechos das anotações da judia. No início, Anne mostra sua família e amigos e explica as mudanças que sofreram desde que a Alemanha nazista invadiu a Holanda.

Com o isolamento social da pandemia do coronavírus os espectadores poderão imaginar com mais facilidade como deveria ser ficar dentro de casa por longos períodos. A família da jovem foi forçada a entrar no sótão de uma casa ao longo de um dos canais de Amsterdã.

Anne Frank acabou morrendo aos 15 anos com febre tifoide no campo de concentração de Bergen-Belsen, em março de 1945. O diário foi publicado pelo pai da menina, Otto H. Frank em 1947 e desde então foi traduzido em mais de 70 idiomas e vendeu mais de 35 milhões de cópias em todo mundo, sendo 16 milhões somente no Brasil.

A série de 15 episódios está disponível no YouTube e têm legendas em português, espanhol, inglês e alemão. O sucesso entre jovens pelo mundo terá seu último episódio publicado no dia 4 de maio.

Mas agora outra pergunta: e se Anne tivesse sobrevivido? Esse é o título do livro publicado pela caxiense Manuela Teles da Roza, aos 15 anos, em agosto do ano passado. Apaixonada por histórias que envolvam a Segunda Guerra Mundial, a jovem leu o livro original e resolveu criar um final mais positivo para a menina judia.

A jovem escritora Manuela Teles da Roza com seu livro “E se Anne Tivesse Sobrevivido?”. Fotografia: Roger Clots, divulgação

Teria ela superado os traumas do passado e, finalmente, se tornado escritora, como quisera? Publicada pela Editora Drago, a obra da estudante retrata o cotidiano pensado para uma Annelies Frank doze anos após liberta do campo de concentração da Alemanha, com a protagonista relembrando momentos de sua vida por anos ignorados e apresentando uma linda, dramática e romântica história que, de fato, pudesse ter vivido.

Para os tempos remotos em casa, ficam duas dicas: “Anne Frank vídeo diário”, disponível no canal do YouTube de Anne Frank House; e a leitura do livro “E se Anne Tivesse Sobrevivido?” da talentosa escritora de Caxias do Sul (RS) Manuela Teles da Roza.

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