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Escrevendo além do mundo

Escrevendo além do mundo: Por que escrevo?

Redação

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Jornal do Povo - RS - asas mulher

O que seria do ser humano sem a Arte que o circunda? O que seria do ser humano sem os gestos e bravura se sua intelectualidade?

O que seria de nós, sem o poder da comunicação?
A comunicação em comunidade. A comunhão de sentimentos que nos faz vivos e sermos vistos.

O ser humano que não faz arte a presencia de alguma forma, a ouve e interage com ela. A arte em seus ofícios de fazer bem feito na cozinha, à cura, ao regar uma planta ou na construção de um prédio. Fazer Arte é amar os detalhes em desenvolvimento e amar a modificação do mundo graças à essência das almas. A Arte vive em cada um de nós como um sentido oculto pronto para ser aflorado a cada instante.

Primeiro aprendemos a desenhar, a cantar, a dançar e a imaginar formas, ações e histórias. Desde pequenos fazemos Arte e desde os primórdios da humanidade, contamos a nossa História através da Arte. Somos o belo e o colosso ao mesmo tempo. Somos sempre duas partes a serem escolhidas.

E hoje eu escrevo como forma da Arte que habita em mim. Então…
Por que escrevo?

Eu escrevo por tudo aquilo que não tenho o controle, mas apenas posso observar. Eu escrevo para o coração, para os amores, para aqueles que se vão, para os já eternos em meu mundo e para aqueles que quero eternizar. Eu escrevo pelo amanhã, pelo hoje e pelo ontem. Eu escrevo por aquilo que estava encubado, por aquilo que estava entalado na garganta e por tudo aquilo que não mereceria apenas voz, mas eternidade no ato escrito.

Eu escrevo como catalisadora da minha alma e como código com a linguagem dos anjos.
Eu escrevo para o riso tímido e para as lágrimas que ninguém vê; Eu escrevo para o mundo ser visto de outra forma dentro de mim e assim outros mundos serem tocados por causa da nova realidade.

Eu escrevo pelo toque das sutilezas e pelos limites que as vozes têm.
Eu escrevo por aqueles personagens que existem em alguma dimensão e merecem viver nesta, também. Eles apenas podem existir depois que forem tocados pela magia. E essa magia é feita por nós, escritores.

Eu escrevo como sendo a cura de mundos internos e externos e escrevo por todos que querem fugir desse.
Há tantos sentimentos, há tantas vivências e há tantas incertezas…
Eu escrevo como elixir para a minha energia vital e assim aumentar a minha luz e ajudar a iluminar outros…

Eu escreveria como missão, se isso também não fosse a minha salvação. Mas, talvez, a salvação seja salvar a nós mesmos e “sem querer” poder salvar os outros com a nossa vocação.
Eu escrevo pelo contexto que vivemos e pelas estranhezas que sinto.

Eu escrevo por aquilo que não pode ser gritado e pelo que se perdeu em soluços ou silêncios. Talvez sejam lidos, relidos ou mais ainda esquecidos esses sentimentos;
Mas eu escrevo pelo equilíbrio da minha alma. Por aquilo que é mais importante em minha vida: O legado da linguagem dos anjos na Arte que vive em mim.

SUZY HEKAMIAH é escritora nascida em Caxias do Sul. Desejou ser escritora desde os nove anos de idade. Desde então, possui dois livros, participações em mais de 30 livros como contista e poetista, prêmios literários como autora independente e já apresentou seus trabalhos como autora no México e EUA, como nas principais bienais do livro do Brasil. É membro da Academia de Letras de Goiás e da Academia Inclusiva de Autores de Brasília. Foi uma das organizadoras da Semana do Livro Nacional em Caxias do Sul e atualmente mora em Los Angeles onde se dedica à carreira de roteirista. Acredita no poder das palavras para deixar um legado ao mundo e encorajar as pessoas a seguirem suas missões espirituais.

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