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Antropologia

Fim dos tempos: arroz mais caro que a gasolina!

Dieison Barcarolo

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Em pleno século XXI, o vilão da economia, inacreditavelmente, é o arroz. Ao ponto que a especificação de cinco quilogramas ultrapassa as margens dos vinte e cinco reais. Absurdo? Incredível? Fake? Infelizmente não. Muito mais assustador é saber que o quilo dele é mais caro que o litro da gasolina em alguns postos de combustíveis -isso sem mencionar a gasolina comum.

Infelizmente, sobrou para o arroz! Ou melhor, faltou… Se as crises econômicas de nossa história trazem reflexos desafiadores para nós, caro leitor, a crise moral e ética extrapolou. Um desastre tão profundo que o “antropo” perdeu lugar para o “denarius”. Estamos experienciando um novo conceito: denariuscentrismo. O dinheiro como centro de tudo. Não obstante, nossas riquezas nacionais seriam mais bem valorizadas e administradas. Mas, voltando ao impasse atual, o vilão das prateleiras, será que é o maior dos problemas? Pois, no início da pandemia, uma forte e intensa onda de cidadãos avassaladores estocando fardos e mais fardos de arroz e feijão. O problema é que não imaginaram que outras pessoas, também, precisariam de um “pouco apenas” daqueles quilos à mais.

De fato, é o fim dos tempos! Mas não culpem o arroz! Ele é tão vítima quanto nós. Culpem-se, sim, se seu estoque é mais pomposo que o de uma família que vive na miséria da pobreza! Dentro da gramática portuguesa, a maior palavra é pneumoultramicroscopicosilicovulcanoconiose (doença pulmonar). Mas, na sociedade atual, o maior palavrão é FOME. Porém, na grande maioria das vezes é vindoura da doença “denariocentrismo”. Pois bem, o que, afinal, é o fim dos tempos para você, caro leitor?

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