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Rio Grande do Sul

Hospital do RS testa antiviral de farmacêutica americana contra a Covid; saiba como se candidatar

Redação

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Estudos de fase 2 demonstraram bons resultados em pacientes nos Estados Unidos. Medicamento inibe a replicação do vírus, e será testado em pessoas infectadas na fase inicial da doença. Infectologista explica medicamento antiviral contra a Covid em fase 3 de teste no Brasil
O Instituto Tacchini de Pesquisa em Saúde, de Bento Gonçalves, na Serra, convoca voluntários para um estudo clínico que busca descobrir a eficácia de um antiviral no combate à Covid. Desenvolvido pela farmacêutica Merck juntamente com um laboratório americano, o molnupiravir impede a replicação viral na fase inicial da doença.
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O instituto, vinculado ao Hospital Tacchini, é um dos sete sítios de pesquisa no Brasil: três em São Paulo (dois na capital e um em São José do Rio Preto, no interior), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG) e Curitiba (PR).
O medicamento oral deve ser administrado no início do contágio pela doença, como explica a infectologista e diretora técnica do Hospital Tacchini, Nicole Golin, pois é o período em que a replicação viral está mais alta e que precede a piora dos sintomas nos casos mais graves.
“O que se espera é a redução da replicação viral, baixar a quantidade de vírus logo no início do quadro. Com isso, evitando que aconteçam todas aquela sequências dos sintomas e a consequência da infecção como um todo. Além do quadro viral, temos as reações inflamatórias, que é o que está se mostrando grave e provocando a hospitalização dos pacientes”, explica Nicole.
Hospital Tacchini
Divulgação / Hospital Tacchini
O molnupiravir é um comprimido, administrado duas vezes ao dia, ao longo de cinco dias. Os pesquisadores apostam que ele possa agir combatendo a doença combinado com outros medicamentos.
“Não se acredita que o tratamento vai ser uma droga única, mas talvez ele possa entrar nesse combo que vai ser definido”, explica Nicole.
Na fase 2, os resultados se mostraram promissores. Participaram 202 pacientes nos Estados Unidos, e não foi registrado alerta sobre a segurança nem efeitos graves relacionados ao medicamento.
“Somente dor de cabeça, dor no corpo, coisas mais simples, alguma alteração de exames laboratoriais, o que nos dá a entender que é uma droga segura”, aponta.
Para participar do estudo, é preciso ter no mínimo 18 anos e diagnóstico positivo de Covid em no máximo cinco dias com pelo menos um sintoma. É necessário também ter alguma comorbidade, e não ter sido vacinado.
Após a administração do medicamento, os voluntários serão monitorados. Não há limite de participantes.
Interessados em participar podem entrar em contato com o instituto pelo telefone (54) 3455-4333, ramais 1125 ou 4575, pelo WhatsApp (54) 99237-1788 ou pelo email: instituto.pesquisa@tacchini.com.br.
O Instituto Tacchini ainda participa do estudo Revolution, que avalia a eficácia de um grupo de antiretrovirais no tratamento da Covid em pacientes iniciais, mas que tenham sido internados em leitos clínicos.
Por enquanto, os especialistas estimulam a vacinação, única forma comprovada de reduzir os riscos de contágio pelo coronavírus.
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