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Rio Grande do Sul

Ministério Público denuncia pela 3ª vez ginecologista preso por assédio sexual no Sul do RS

Redação

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Cairo Barbosa foi preso, na quinta (17), na Praia do Cassino, em Rio Grande. Ele teve suspensa a licença médica e está afastado do Hospital de Caridade de Canguçu. O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) ofereceu, nesta sexta-feira (18), a terceira denúncia contra o médico ginecologista que atendia em Canguçu, no Sul do estado, e foi preso na quinta (17) por assédio sexual.
Desta vez, a promotora Luana Rocha Ribeiro acusa Cairo Barbosa dos crimes de violação sexual mediante fraude contra seis vítimas e estupro de vulnerável contra uma mulher com 37 semanas e cinco dias de gestação.
O G1 entrou em contato com o advogado do médico, mas ele afirmou que irá se manifestar somente em juízo.
Ao total, o ginecologista é acusado de crimes envolvendo 19 pacientes. De acordo com o Tribunal de Justiça do estado (TJ-RS), ele foi afastado de suas funções no hospital e teve suspensa sua licença médica desde 5 de junho.
Suspeita de outro abuso há um ano
Na denúncia protocolada nesta sexta, a promotora relata que, em 18 de junho de 2020, no Hospital de Caridade de Canguçu, Cairo “praticou, mediante violência, meio que não pode oferecer resistência e com violação de dever inerente à profissão, ato libidinoso diverso da conjunção carnal”.
A vítima estava em início de trabalho de parto, conforme o MP-RS. Para a promotora, a impossibilidade de resistência foi acentuada pelo fato de o profissional ser o único obstetra de plantão no único hospital do município, fazendo com que a vítima dependesse daquele atendimento.
Segundo o órgão, o denunciado, na condição de médico ginecologista e obstetra, se aproveitou do fato de a vítima, em estágio final de gestação e com início de contrações, acreditar que estava se submetendo a exame clínico. Ele também teria impedido que a mãe da paciente acompanhasse o atendimento.
“A ofendida, jovem e inexperiente, extremamente desconfortável e com dores, solicitou a entrada de sua genitora na sala. Entretanto, o acusado a impediu de chamá-la, e prosseguiu na realização dos atos libidinosos apesar dos insistentes pedidos de que cessasse (…). A vulnerabilidade da vítima no momento dos fatos ainda se evidencia pelo poder da autoridade médica e da confiança depositada nesse profissional de saúde, com quem ela se encontrava a sós na sala de exames”, descreve a promotora na peça.
Os demais crimes contra seis vítimas incluídos nesta denúncia ocorreram entre fevereiro de 2012 e março de 2017.
O médico foi denunciado, inicialmente, por quatro mulheres que não se conheciam e que contaram à policia que ele as teria assediado em procedimentos realizados no Hospital de Caridade. Reveja no vídeo abaixo
Ginecologista é réu por abuso e violência sexual contra pacientes em Canguçu
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