Jornal do Povo

Moradoras de Farroupilha desenvolvem cortina do abraço em Casa de Repouso

Diante de um cenário em que o contato físico não é recomendado, um simples abraço faz falta. Com a pandemia, os hóspedes da Casa de Repouso Recanto das Borboletas, localizada em Farroupilha (RS), ficaram cerca de três meses sem o contato próximo aos seus familiares. A partir de um vídeo na internet, a farroupilhense Chéusli Haskel e suas três irmãs desenvolveram a “cortina do abraço”. Com isso, eles estão podendo rever seus filhos e netos e, ainda, cumprimentá-los de perto.

As quatro irmãs sempre estiveram próximas aos idosos, pois são filhas da enfermeira Geloci Haskel, uma das funcionárias da Casa. O vídeo que elas assistiram mostrava uma menina que criou uma estrutura de plástico para poder abraçar a avó. Imediatamente, elas pensaram em desenvolver esse projeto para o Recanto das Borboletas. Com o apoio da direção da Casa, a cortina, que é composta por plástico e anéis de plástico, foi criada e instalada no portão de acesso. “A pessoa consegue abraçar, beijar e ver ela, porque é transparente também. Então, tu consegue ter esse contato e, ao mesmo tempo, estar protegido”, explica Chéusli.

De acordo com a assistente social do espaço, Patrícia Bertollo, para ser utilizada, a “cortina do abraço” passou por aprovação dos órgãos de saúde do município, do médico geriatra responsável e da Vigilância Sanitária. Entre uma visita e outra, o plástico é higienizado. Além disso, cada visitante responde a um questionário e passa por aferição da temperatura. As visitas são feitas nas terças-feiras, quintas-feira e domingo, das 14h30 às 15h30, com agendamento prévio.

Uma das grandes incentivadoras do projeto, a proprietária do Recanto, Dalva Beatriz Borges da Silva, que já presenciou as visitas no domingo e na terça-feira, revela seu entusiasmarmo ao ver a alegria dos hospedes. A Chéusli também comemora o sucesso da ação e destaca o quão importante está sendo a retomada das visitas. “Tu vê o valor de um abraço. A gente está isolado, mas pra eles o isolamento é muito diferente, poque eles não compreendem às vezes como funciona. Alguns até pensam que seus familiares estão abandonado. Essa troca, pra eles, é muito importante”, salienta a idealizadora.

Fonte: Rádio Miriam Caravaggio

Reportagem

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