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No coração da rua – por Romila Amaral

Romila Amaral

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O coração da rua bate na voz do cantor, na melodia dos instrumentos musicais, nas mãos dos artesãos, no equilíbrio dos artistas que fazem performances nas esquinas, ou até mesmo nos intervalos dos poucos segundos que o semáforo permite. O palco invisível se torna pequeno para aqueles que estão nas calçadas mostrando a sua arte. Esses dias vi um homem na frente de uma loja tocando saxofone. Aquela canção me faz caminhar como se estivesse flutuando. Outro dia encontrei o Capitão Jack Sparrow, cansado de se aventurar no Caribe, veio ganhar a vida nas ruas de Caxias do Sul. O Homem-Aranha também deu o ar da graça por aqui, o vi sentado no banco de uma praça.

O artista de rua não pode ser ignorado, tratado com desprezo. A plateia deles é enorme. Não precisa pagar um ingresso para entrar no show porque ele está ali diante de você, mas claro, ajude sempre que puder. É o ganha-pão da maioria deles. Imagina a indignação das ruas e calçadas se elas só escutassem os murmurinhos daqueles que ficam indo e vindo gastando a sola do sapato. Claro, existem outros personagens importantes neste cenário, mas a arte é fundamental.

Cada vez que o semáforo mostra o sinal de alerta, aparece um artista fazendo malabarismo, buscando a atenção daquele que tem sensibilidade para ver e perceber. A arte nos engloba, nos engorda de esperança. Por mais simples que seja, nenhum movimento é em vão, nenhuma melodia é por acaso, nenhuma palavra é jogada ao vento. A humildade do artista de rua permitiu que não guardasse o que é bom para si próprio, mas sim compartilhasse com todos aqueles que estão ao seu redor.

Por Romila Amaral

Fotografia: Larastock, divulgação

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