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O Laçador, conheça a história desta bela obra de arte Gaúcha, veja o 3D virtual, e fotos antigas que marcam esta história.

Redação

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Criada por Antônio Caringi, a obra foi inaugurada em 20 de setembro de 1958

Acervo Família Caringi / ReproduçãoPrefeito Leonel Brizola com o escultor Antônio Caringi, em 1958Acervo Família Caringi / Reprodução

Inaugurado em 20 de setembro de 1958, O Laçador marcou as comemorações do 123º aniversário da Revolução Farroupilha (1835-1845). De acordo com o saudoso pesquisador Rodrigues Till, com quatro metros e 40 centímetros de altura e pesando, em bronze, 3,8 mil quilos, o monumento teve várias denominações: Bombeador, Boleador e, finalmente, Laçador.

Criado no Rio de Janeiro, no atelier de Antônio Caringi, O Laçador esteve exposto no Parque Ibirapuera, no Pavilhão do Rio Grande do Sul, em 1954, durante as festividades do IV Centenário de São Paulo. Depois de ser adquirido pela prefeitura de Porto Alegre, o monumento foi instalado e inaugurado na entrada da Avenida Farrapos. Seu criador, Antônio Caringi, inspirou-se no homem campeiro, tendo sido o seu modelo o tradicionalista João Carlos D’Ávila Paixão Côrtes, nascido em Livramento no dia 12 de julho de 1927.

reprodução / "Jornal do Dia"  de  23 de setembro de 1958
Festa de inauguração, em 20 de setembro de 1958reprodução / “Jornal do Dia” de 23 de setembro de 1958

Considerado patrimônio da cidade, pela lei complementar nº 279, de 17 de agosto de 1992, O Laçador foi tombado pela Secretaria Municipal da Cultura, de acordo com edital publicado na imprensa em 17 de julho de 2001. Em 1991, por votação popular, o monumento já havia sido eleito símbolo oficial de Porto Alegre, confirmando a expressão Vox populi vox Dei (A voz do povo é a voz de Deus).

Durante a cerimônia de inauguração d’O Laçador, em 20 de setembro de 1958, o prefeito Leonel de Moura Brizola (1922-2004) discursou na Praça do Bombeador, destacando a grandeza do Rio Grande, seu povo e sua tradição. Suas palavras emocionaram a multidão presente. Há consenso de que seu discurso inaugural foi fundamental para alavancar sua campanha para governador do Estado pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). A banda marcial do Colégio Gonzaga, convidada pela prefeitura da Capital, veio de Pelotas para abrilhantar as comemorações da data farroupilha.

reprodução / "Jornal do Dia"  de  23 de setembro de 1958
Banda Marcial do Colégio Gonzaga, de Pelotasreprodução / “Jornal do Dia” de 23 de setembro de 1958

Em 11 de março de 2007, o monumento foi transferido para o Sítio do Laçador, localizado em frente ao antigo terminal do Aeroporto Internacional Salgado Filho, a uma distância de 600 metros do seu antigo local. O Laçador encontra-se numa elevação que recebeu a denominação de Coxilha do Laçador. Os custos foram de R$ 1 milhão, e o motivo de sua transferência foi a construção, naquele local, do Viaduto Leonel Brizola. Como símbolo de Porto Alegre, O Laçador segue, ao longo dos anos, recebendo quem chega à nossa cidade. Como um velho amigo, ele abraça atodos com o laço da hospitalidade do nosso Estado, cuja capital, fundada, em 26 de março de 1772, está completando 245 anos no próximo domingo.

Acervo Assis Hoffmann / DivulgaçãoPaixão Côrtes posa diante da estátua do Laçador, em meados dos anos 1980 Acervo Assis Hoffmann / Divulgação

Para criar a escultura, Caringi foi bater à porta de Paixão Côrtes, que vivia então na Rua Sarmento Leite, na Cidade Baixa. O tradicionalista serviu de modelo para o escultor. Foram quatro anos entre o concurso e a inauguração da estátua em Porto Alegre. Nela, estão representados o gaúcho e sua indumentária típica: tirador, laço, guaiaca, bombacha, lenço, camisa, botas e vincha na cabeça.

No site da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) você poderá visualizar o Laçador em 3D e movimentar a estátua como quiser, clique no link abaixo e divirta-se

Clique aqui ou na imagem e acesse o 3D do Laçador.

Imagem do site

Fontes: *GZH *UFRGS

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