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Opinião

O que está bem? Jornalista Lucas Brito

Redação

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Estava pensando hoje sobre uma questão ligada a nossa forma de olhar as coisas. Não no sentido de copo meio cheio ou copo meio vazio, mas no sentido de garantias e certezas.

Ao invés de focar no que não está definido, como o dia exato em que tudo vai voltar ao normal, por exemplo, podemos apreciar aquilo que temos plena convicção: estamos vivos.

Obviamente que não quero generalizar este fato como algo que ignore os problemas sociais e as situações delicadas que cada um vive. O tempo em casa está me oportunizando diferentes reflexões. Vamos ver se consigo me expressar…

Procure ter saúde física e mental. Procure olhar para seu interior e faça aquela faxina nos seus sonhos e desejos mais íntimos. Isso pode demorar e doer um pouco. Mas não se preocupe, a lapidação necessária vai ser edificante. Quem sabe você encontre motivação para explorar um campo precioso e que ainda não explorou. Sei que posso estar sendo muito ousado ao afirmar isso, mas de uma coisa eu tenho certeza: a calmaria faz a sujeira baixar e podemos enxergar a beleza de um rio em sua totalidade e profundidade.

A correria desenfreada que a sociedade estava até que a Pandemia batesse em nossa porta, não estava tão saudável assim. A qualidade de vida não era algo acessível para todos, independentemente de condição financeira, opção sexual e religiosa. Iniciávamos muitas coisas, mas não era possível concluir com a devida qualidade. Convivíamos com uma multidão de pessoas carentes e solitárias, mas que fugiam da realidade corrosiva de um interior abandonado. O silêncio não era possível. A mente agitada. A vida perturbada.

O tempo mudou. As pessoas estão tendo oportunidade de refletir. As pessoas estão tendo tempo para perceber o quão perdidos estávamos. A vida está nos dando oportunidades para recolocar nosso vagão no trilho certo. A parada é oportuna. Não interessa se quebrou, bateu, faltou combustível ou simplesmente parou por um motivo que já não faz mais sentido. O importante é que você está vivo e consciente. Até mesmo a dor é uma forma de provar que a vida ainda não acabou. E até que o próximo “trem” passe, aproveite bem a viagem interior.

Texto: Jornalista Lucas Brito

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