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Rio Grande do Sul

Pesquisa aponta que 6 em cada 10 moradores de Porto Alegre tiveram problemas financeiros na pandemia

Redação

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IEPRO-RS mostra que 41% das pessoas deixaram de pagar alguma conta e o mesmo percentual de entrevistados teve redução salarial. Economistas indicam renegociar as dívidas. Pandemia afeta a vida financeira e gaúchos se reinventam em Porto Alegre
Uma pesquisa do Instituto de Estudos de Protestos do Rio Grande do Sul (IEPRO-RS), que representa os cartórios de protestos no estado, revela que seis em cada 10 pessoas que moram em Porto Alegre tiveram problemas na vida financeira devido à pandemia.
Quem perdeu o emprego ou teve redução da renda passou a conviver com mais um problema: o endividamento. Cerca de 41% deixaram de pagar alguma conta neste ano, sendo que o cartão de crédito lidera o ranking da inadimplência.
O mesmo percentual dos entrevistados disse estar vivendo atualmente com um salário menor, 40% têm medo de perder o emprego e 23% têm receio de ficar sem dinheiro para comprar alimentos e itens de higiene. Para enfrentar a pandemia financeira, as pessoas precisaram reduzir gastos.
“Em primeiro lugar, cortaram compras supérfluas nos supermercados, compras como maquiagem, roupa. Tem os que cortaram serviços de TV por assinatura e estão indo menos a salão de beleza”, afirma Karine Flores, economista responsável pela pesquisa do IEPRO-RS.
O economista da Escola de Negócios, Leandro Rassier, diz que as dívidas não devem ser ignoradas, mas renegociadas. “Procurar a instituição financeira, alongar a dívida, ou seja, tentar diminuir o valor da prestação, aumentar o número de tempo para que isso possa caber no orçamento da pessoa”, sugere.
Já a responsável pela pesquisa aponta uma alternativa. “A gente observa que, se essas pessoas tivessem esse hábito de guardar parte da renda, essa situação seria um pouco mais fácil. As dívidas não seriam tão grandes, seriam mais fáceis de serem resolvidas”, observa Karine.
Movimentação no comércio de Porto Alegre
Reprodução/RBS TV
‘Não tinha condições de pagar’, diz mulher que devolveu o carro novo
A animadora de festa Tatiane Cardoso conta que teve de devolver o automóvel novo. Segundo ela, as fantasias que divertiam as crianças permanecem guardadas há mais de um ano, já que, de uma hora para outra, a renda sofreu um corte brusco que comprometeu o pagamento das contas.
“Quando começou a pandemia eu tive o cancelamento de 40 eventos na minha agenda. A gente não consegue alcançar todas as contas, de pagar em dia como fazia antes”, lamenta.
Ela relata que foi pega de surpresa com a pandemia e não conseguiu contornar a decisão de se desfazer de alguns bens.
“Havia comprado um carro tive que negociar e entregar não tinha condição de pagar. Era um valor que eu conseguia pagar com o trabalho. Como não tinha mais trabalho, priorizei o sustento da minha família, das minhas filhas”, comenta Tatiane.
O DJ Juliano também teve que mudar drasticamente a rotina e voltou a morar com os pais. As duas casas noturnas que ele trabalhava estão fechadas a mais de um ano, e ele ficou sem renda.
“Logo que a gente parou de trabalhar, quando foi a zero, a gente só ficou com a renda do meu pai. Prejudicou tudo”, afirma.
Ele percebeu que os eventos não retornariam tão cedo às casas onde trabalhava e deixou de morar de aluguel.
“Quando vi que não ia voltar tão breve, já entreguei o apartamento e fui morar com eles. Até porque eles precisavam da minha ajuda e eu, consequentemente, da ajuda deles”, diz Juliano.
Vídeos: RBS Notícias

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