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Poesia e Reflexão – 01/02/2021: “de boca em boca”

Romila Amaral

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Não tem pouso certo. Vai aonde as vozes a levam. Passa por diversas bocas. É pronunciada por lábios que adoram fazer um mexerico.

Você já deve ter escutado: “Tenho um babado pra te contar.” “Fulano (a), tu nem sabe.”

Mas quem é ela? Capaz de causar tanto rebuliço. Expressões engraçadas e assustadoras. Embora esteja ligada ao universo feminino, a fofoca também corre no universo masculino. Começa pequena e vai se transformando em uma bola de neve. O assunto ganha dimensão e acréscimos são feitos. Mas de onde surge? Ah, Fulano contou para Beltrano, que disse para Sicrano e assim por diante…

Na maioria das vezes têm o intuito de causar intrigas, pode ser perigosa. As informações são baseadas em histórias que alguém ouviu, distorceu e passou à diante. Também pode ser verídica, quando o assunto é expor a vida de alguém sem o consentimento da pessoa. Uma conversa sem fundamento pode causar desconforto no ambiente de trabalho, familiar, roda de amigos. O fofoqueiro tem no olhar uma incerteza. Na maioria das vezes ele não viu com os próprios olhos e nem escutou com os próprios ouvidos. Uma fofoca bem feita pode trazer sérias consequências e inocentes podem pagar por algo que nunca falaram ou fizeram. Mesmo que o assunto seja engraçado, tome cuidado! Ela usa artimanhas para chegar aonde quer.

Lembre-se: A verdade sempre aparece. E quanto à fofoca? Diante da realidade ela perde as forças. Sai de cena, viaja por outros lábios e assim sobrevive, embora não se sustente.

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