Jornal do Povo

Poesia e Reflexão – 04/05/2020: Até que a vaidade nos separe – por Romila Amaral

Imaginem que triste e monótona seria a vida se não tivéssemos amigos. Alguém para compartilhar momentos bons e ruins. Feche os olhos e pense na seguinte situação: se você caísse em um buraco, olhasse para cima e não enxergasse nenhum rosto, certamente sentiria um vazio no peito. Agora, neste mesmo cenário, aparece alguém e você tem a certeza de que não está sozinho. Sem que perceba, um sorriso brotará em sua face e terás a convicção de que aquela alma é amiga.

O amigo verdadeiro não é aquele que vai aparecer em sua vida para ser ou fazer papel de marionete. Amizades boas têm seus altos e baixos. Um não precisa concordar com a opinião do outro, mas sim compreender, respeitar. Não deixe a vaidade falar mais alto dentro da relação. Teu amigo não entrou em sua vida para te achar perfeito e exaltar seus feitos.

Os seres humanos têm pensamentos e olhares distintos. A amizade não precisa ser um mar de agrados, apenas seja fiel, porto seguro. Respeite o barulho e até mesmo o silêncio. Você não é o centro das atenções, não deixe o ego gritar e ser o porta-voz do fim de uma amizade bonita.

É uma dádiva ter alguém para chamar de AMIGO.

Ame, respeite, compreenda, brinque e até brigue com o teu amigo, mas não esqueça, a relação de vocês, quando verdadeira é um presente de Deus. Deixe de lado a vaidade, fortaleça o bem mais precioso que é a amizade.

ROMILA AMARAL é estudante de Jornalismo da UCS, natural de Caxias do Sul (RS). Apaixonada por poesia e literatura, aos oito anos começou a recitar poemas e não imagina a sua vida longe dos versos. Acredita que o jornalismo e a poesia podem mudar o mundo e a vida das pessoas. Afirma que são a voz daqueles que muitas vezes não podem falar. Os dois se completam. Como declamadora já ganhou alguns prêmios no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

Reportagem

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