Jornal do Povo

Poesia e Reflexão – 05/10/2020: somos histórias

As pessoas são livros que enchem o mundo de histórias. Se é alguém que não conhecemos, que nunca trocamos uma palavra, é como se o livro estivesse fechado. Os livros abertos são aqueles que fazem parte das nossas vidas.

Quando nascemos o livro se abre, conforme o tempo vai passando a escrita vai se aprimorando, isso significa que estamos amadurecendo. A cada etapa, a história tem um sentido diferente, mudamos a maneira de ver o mundo, as pessoas. Quando envelhecemos as páginas voltam a ter o cheiro da infância. A escrita não envelhece. A alma do escritor é a mesma, o que muda é a forma de segurar a caneta e colocar as palavras no lugar certo.

Com o tempo chegamos a conclusão de que somos histórias. Em alguns momentos alegres, outros nem tanto. A vida não é um mar de rosas, mas sim de aprendizados. Quando nascemos; escrevemos, mas quando a morte chegar, isso não significa o fim, pois a história não morre, através dela deixamos um pouco de nós. A semente que lançamos na terra é eterna, e o bem que plantamos em algum momento será colhido.

Romila Amaral

Romila Amaral

É estudante de Jornalismo da UCS, natural de Caxias do Sul (RS). Apaixonada por poesia e literatura, aos oito anos começou a recitar poemas e não imagina a sua vida longe dos versos. Acredita que o jornalismo e a poesia podem mudar o mundo e a vida das pessoas. Afirma que são a voz daqueles que muitas vezes não podem falar. Os dois se completam. Como declamadora já ganhou alguns prêmios no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.



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