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Poesia e Reflexão – 06/07/2020: Todo mundo menos eu

Somos todos personagens de um livro chamado vida. Nele, é preciso viver cada capítulo como se fosse o último, afinal de contas, não sabemos o momento que encerrará a nossa participação. Ninguém está escrevendo por acaso, nossa missão é redigir a obra, procurar seguir os caminhos corretos e evoluir. Quem mudar o percurso, vai se perder nos escritos. Somos seres imperfeitos e cada um de nós possui o lado bom e o ruim, porém, somos livres para escolher qual deles vamos mostrar para o mundo.

Em alguns dos capítulos, certamente você colocou vírgulas, reticências e interrogações, se perguntando: “por que todo mundo progride, menos eu?” Em primeiro lugar, você não é “todo mundo”. Somos diferentes, é isso que nos torna únicos. Com qualidades e defeitos, alguns percorrem o caminho com facilidade, outros caem e levantam várias vezes. É difícil colocar “todo mundo” dentro de um contexto, não sabemos a história, as referências, que fizeram com que algumas pessoas conseguissem alcançar seus objetivos de um modo mais fácil, talvez tenham tido suas dificuldades. Quando estamos dentro de alguma situação, a qual não enxergamos avanços, temos o costume de envolver “todo mundo”.

Lembre-se, se temos fardos pesados para carregar, só o recebemos porque Deus sabe o quanto somos fortes e capazes de percorrer qualquer caminho, por mais dificuldades que apareçam. Não questione uma trajetória de rosas só porque na sua surgiram espinhos, por mais duro que sejam, são estes aprendizados, que poderão te tornar mais resistente, humilde e também mais humano. Ninguém está aqui por acaso, somos escritores do livro da vida. Escreva, reescreva e jamais que esqueça que você não é todo mundo. Cada personagem tem o momento certo de protagonizar.

Romila Amaral

Romila Amaral

É estudante de Jornalismo da UCS, natural de Caxias do Sul (RS). Apaixonada por poesia e literatura, aos oito anos começou a recitar poemas e não imagina a sua vida longe dos versos. Acredita que o jornalismo e a poesia podem mudar o mundo e a vida das pessoas. Afirma que são a voz daqueles que muitas vezes não podem falar. Os dois se completam. Como declamadora já ganhou alguns prêmios no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.



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