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Poesia e Reflexão – 14/12/2020: Realidades opostas

Romila Amaral

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O mundo é repleto de injustiças. A desigualdade social desfila pelas ruas. Os seres humanos vivem realidades distintas, como se o mundo estivesse dividido, uns tem tanto e outros tão pouco, quase nada. Do lado mais abastado, as crianças ganham bonecas, bicicletas, roupas de marca, porém, do lado desprovido tudo é diferente . A preocupação não é se um brinquedo está quebrado, mas sim, se na hora das refeições haverá um prato de comida. A aflição dos pais em alguns casos é tão visível que é inevitável esconder do filho. Essas crianças não têm tempo para fantasias porque a realidade é triste e dói.

Alguns adolescentes ficam horas mexendo no celular, se irritam quando perdem alguma partida de um jogo, ou quando mandam mensagens e não recebem a resposta. Já outros, se aborrecem com a falta de oportunidades, eles não têm um celular, mas existe a vontade de trabalhar para tê-lo.

A desigualdade social tem voz e ela grita. Uns tem tanto e outros tão pouco. Uns jogam o pão fora, outros esperam pelas migalhas.

A miséria não tem um rosto, mas ela assombra os sonhos daqueles que dormem nas ruas, está presente na mesa dos que têm fome, na face com um riso sem graça tentando esconder a angústia. A miséria está em um teto de estrelas. Poético, porém, triste porque muitas famílias não têm um lar. A miséria é a canção de uma pobreza extrema. A desigualdade social aos olhos de muitos é invisível. Enquanto uns esbanjam dinheiro e tem a mesa farta, outros se alimentam da esperança de dias melhores.

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