Jornal do Povo

Poesia e Reflexão – 25/01/2021: solidão

A solidão é um sentimento que surge quando nos sentimos só. Como se não fizéssemos parte deste mundo. Então, nos momentos de isolamento criamos uma espécie de escudo para combater o vazio.

A solidão do sol fez dele uma estrela capaz de esquentar a alma daqueles que insistem em se expor a ele.

Nem mesmo a brasa conseguiu afagar o coração solitário do fogo, que arde e queima.

A solidão do inverno o torna frio, gelado. Nem a Primavera, com todo o seu encanto desabrochou a rosa rubra de um jardim nevado.

A solidão de uma ave faz com que ela voe sem rumo, sem ter para onde ir, nem voltar. Que triste um pássaro sem ninho.

A solidão do machado deu a ele uma lâmina afiada. Sua sina é escutar o grito da lenha toda vez que é cortada.

A solidão da pedra a torna resistente, sempre que atirada, mesmo não querendo, machuca.

A solidão do ser humano traz uma sensação de vazio. Como se o relógio do tempo andasse mais devagar do que o normal. Aparece quando quer companhia. Bate de porta em porta. Divide com os outros o vazio que sente, como se estivesse buscando o equilíbrio. É um sentimento que só vai embora depois da chegada de uma transformação. A solidão não tem paradeiro. Está nos seres, estrelas, estações… É um estado, não é permanente.

Romila Amaral

Romila Amaral

É estudante de Jornalismo da UCS, natural de Caxias do Sul (RS). Apaixonada por poesia e literatura, aos oito anos começou a recitar poemas e não imagina a sua vida longe dos versos. Acredita que o jornalismo e a poesia podem mudar o mundo e a vida das pessoas. Afirma que são a voz daqueles que muitas vezes não podem falar. Os dois se completam. Como declamadora já ganhou alguns prêmios no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.



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