Jornal do Povo

Poesia e Reflexão – 25/05/2020: O bom exemplo dos animais

“Quanto mais conheço os homens, mais estimo os animais”, esta frase é do escritor Alexandre Herculano. Curta, direta e cheia de verdade. A raça humana parece estar em decadência de suas virtudes. Quanto mais pobres de espírito, menos evolução, este caminho torto pode nos levar a ruína.

Os animais, assim como as pessoas são diferentes. Esta é uma característica que torna cada ser único em sua existência. Formas, personalidades, comportamentos.
O homem é racional, ele pensa antes de agir, ou pelo menos deveria. É dotado de inteligência, mas do que adianta ser inteligente, se esta virtude nem sempre é colocada em prática em prol de uma boa ação.

Os animais são movidos por um instinto natural, são inteligentes e sensíveis. Dentro do reino deles existem diversas espécies, com hábitos e a atitudes distintas. Trocam carinhos, brigam, não tem como prever as suas ações. O animal ataca quando se sente ameaçado, já o homem é a própria ameaça.

Humanos sorriem dando o tapa e escondendo a mão, pensando em si próprios. Sabem muito bem o que estão fazendo quando apertam o gatilho de uma arma, quando disseminam ódio, preconceito, quando servem de pedra para que alguém tropece. Ah, desumanos!

Vamos pensar no mundo animal, por exemplo uma cobra, o bote é instinto de sobrevivência, ela não bolou um plano para cometer tal ato, já as pessoas, são cientes de suas atitudes.
Os animais não pronunciam palavras, mas o olhar deles diz tudo. São leais, verdadeiros, não escondem sentimentos, não importa se é raiva ou amor, eles demonstram. Os humanos conseguem ser bons atores e por trás de um olhar existe um mundo desconhecido, imprevisível.

Aprender com os animais não significa que estamos regredindo, mas sim evoluindo. Vamos seguir o bom exemplo deles, não são perfeitos, mas se mostram mais sensíveis diante de algumas situações. A de Amor, A de Amizade, A de Animais.

Romila Amaral

Romila Amaral

É estudante de Jornalismo da UCS, natural de Caxias do Sul (RS). Apaixonada por poesia e literatura, aos oito anos começou a recitar poemas e não imagina a sua vida longe dos versos. Acredita que o jornalismo e a poesia podem mudar o mundo e a vida das pessoas. Afirma que são a voz daqueles que muitas vezes não podem falar. Os dois se completam. Como declamadora já ganhou alguns prêmios no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.



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