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Rio Grande do Sul

Polícia Civil indicia freiras por suspeita de racismo e tortura em lar para idosos em Santa Maria

Redação

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Uma idosa teria sido molhada e derrubada da cadeira de rodas pelas suspeitas. Ministério Público afirma que freiras teriam discriminado uma das residentes do lar por ser negra. Religiosas foram afastadas. Defesa nega crimes. Polícia indicia freiras por suspeita de racismo e tortura em lar de idosos em Santa Maria
A Polícia Civil indiciou duas freiras por suspeita de tortura, racismo e maus-tratos contra quatro pessoas em um lar de idosas em Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul.
O advogado que defende as duas, Daniel Tonetto, disse que vai provar a inocência delas na Justiça. A direção do Lar das Vovozinhas disse que as freiras já foram afastadas das suas funções.
“Em tese, são pessoas que são espiritualizadas. Isso traz, no meu entendimento, um agravante para a conduta delas”, afirma a delegada Débora Dias, responsável pela investigação.
O Ministério Público também investiga o caso. De acordo com o promotor Fernando Chequim Barros, os crimes teriam sido cometidos entre 2018 e 2019, quando a dupla trabalhava no Lar das Vovozinhas. Funcionários do local, como médicos, assistentes sociais e responsáveis por serviços gerais, foram ouvidos durante a investigação.
“Uma idosa que era cadeirante teria sido molhada com um tipo de um lava jato. Teria sido até derrubada da cadeira. Outra, que era uma idosa negra, não teriam deixado participar de um chá beneficente que as idosas estavam organizando. Não teriam deixado ela participar porque disseram que ela era ‘uma negra suja'”, relata o promotor.

Residente de lar para idosos em Santa Maria
Reprodução/RBS TV
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