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Rio Grande do Sul

Queda nas doações coloca em risco funcionamento de entidade assistencial do RS

Redação

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Educandário São João Batista presta atendimento gratuito para crianças e adolescentes de 180 famílias. Em setembro, local completa 82 anos de assistência à pessoas com deficiências múltiplas. Educandário São João Batista, em Porto Alegre.
Arquivo Pessoal
A queda na arrecadação de doações coloca em risco o funcionamento do Educandário São João Batista, em Porto Alegre. O local presta atendimento gratuito para crianças e adolescentes com deficiências múltiplas.
“As doações despencaram vertiginosamente. No início da pandemia, as doações eram bem maiores, a gente conseguiu se manter, mas vieram diminuindo muito”, explica a presidente do local, Jandira Freire.
Atualmente, são 180 famílias beneficiadas pelas atividades promovidas pelo educandário. Entre elas, o pequeno Nícollas Brum, de 10 anos.
“O Nícollas tem Distrofia Muscular de Duchenne. É uma doença progressiva, e o tempo é nosso maior inimigo. Então, a questão do tratamento no Educandário é fundamental para a qualidade de vida dele, da questão muscular dele. Então, se não fosse essa instituição, o Nicollas não teria uma boa qualidade de vida”, conta a mãe Angelita Brum.
Nícollas Brum é uma das crianças assistidas pelo educandário de Porto Alegre
Reprodução/RBS TV
Em setembro, o local completa 82 anos de serviços, e teme que a falta de dinheiro interrompa as atividades.
“Nosso risco é eternamente eminente. Nós caminhamos sempre pensando no próximo mês: Teremos dinheiro pra pagar nossos funcionários? Teremos dinheiro para pagar nossa luz? Teremos dinheiro para pagar nossa água?”, lamenta Jandira.
O número de atendimentos caiu de 12 pra 5 mil no último ano. Os funcionários estão com redução de salário pela segunda vez e, ainda assim, as contas não fecham. Além disso, o movimento também caiu no brechó, e as doações de tampinhas, que geravam R$ 50 mil reais para a instituição, estão cada vez menores.
“A gente faz o melhor que a gente pode, mas a gente vê que vão além da nossa alçada. Dentro das nossas possibilidades, eu tenho certeza que cada um faz o melhor aqui dentro”, afirma a fisioterapeuta Natália Brita dos Santos.
Segundo a instituição, são necessários cerca de R$ 100 mil mensalmente para manter as atividades, serviços prestados e funcionamento do local. As doações podem ser feitas por meio do site. Além da contribuição financeira, a doação de alimentos, roupas e tampinhas de garrafa pet também são bem-vindas.
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