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Take único – 19/06/2020: Dia do Cinema Nacional

Nesta sexta-feira (19/06), comemoramos o Dia do Cinema Nacional, uma data especial marcada pelo trabalho incansável de profissionais independentes apaixonados pela sétima arte. 

A magia começa em julho de 1896, quando ocorre  a primeira  exibição de cinema no país, na cidade do Rio de Janeiro. No mundo, o cinema tem início somente em dezembro de 1895, em Paris na França. A película exibida foi “Saia dos Trabalhadores da Fábrica de Lumiére”, dos Irmãos Lumiére. 

Os irmãos Auguste e Louis Lumiére foram os pioneiros do cinema contribuindo também para o avanço da fotografia. Eles inventaram o cinematógrafo, um aparelho que combinava câmera de filmagem e projetor. Além disso, com essa engenhoca realizaram a primeira sessão comercial de cinema.  

Inicialmente, o cinema era mudo, somente na década de 30  surge o cinema falado. Deixar de citar o memorável o ator, produtor e diretor Charles Chaplin seria um sacrilégio, ele ficou conhecido por suas mímicas e comédias. O personagem que mais marcou a sua carreira foi “O Vagabundo” um andarilho atrapalhado com maneiras refinadas, chapéu, bengala e bigode marcante. 

Fotografia: Making a Living, reprodução

Em 1887, depois da estreia cinematográfica no Brasil, surge a sala de cinema aberta ao público na capital carioca, por incentivo dos irmãos italianos Paschoal Segreto e  Affonso Segreto. Considerados os primeiros cineastas no país uma vez que realizaram gravações da Baía de Guanabara, em 1898.  No ano seguinte, Paschoal realizou uma filmagem na cidade de São Paulo durante a unificação da Itália. Somente no início do século XX, a capital paulista tem a sua primeira sala de cinema, chamada de Bijou Theatre. 

A falta de eletricidade era um dos problemas iniciais da produção do cinema no país foi resolvida somente em 1907 com a Usina Ribeirão de Lages, no Rio de Janeiro. Após a criação da Usina, os números de salas comerciais para projeção dos filmes cresceram rapidamente. O que antes causava estranhamento ou até medo nas naqueles que assistiam as projeções sem entender como aquela imagem ganhava vida em movimento. Passaram a apreciar cada história retratada naquela tela branca transformando arte em ação. 

O avanço da tecnologia contribuiu para a evolução da produção audiovisual tanto no Brasil como no exterior. No país, ainda há muito trabalho a ser feito, mas ainda por aqui podemos nos orgulhar dos nossos diretores, roteiristas e produtores brasileiros. Por trás das câmeras há tanto trabalho para fazer a magia acontecer transformando ideias em arte. 

Cacá Diegues (Carlos Diegues), cineasta e roteirista, é ousado e criativo. Dirigiu o clipe da música “Exército de um homem só”, dos Engenheiros do Havaí  e participou como Membro do Júri do Festival de Cannes.  Recebeu várias premiações nacionais e internacionais. Os principais trabalhos são: “Deus é Brasileiro, “O maior amor do mundo” e “Bacurau”.  

Héctor Eduardo Babenco foi um cineasta argentino naturalizado brasileiro foi diretor de filmes como “Pixote”, “a Lei do Mais Fraco” e “Carandiru”. “O Beijo da Mulher Aranha”, recebeu indicação ao Oscar de melhor direção em 1986. Hector faleceu de parada cardíaca, em São Paulo, no dia 13 de julho de 2016.

Celebramos uma data importante em meio ao caos da pandemia, mas a mensagem  que fica é: valorizar o trabalho dos cineastas e profissionais do cinema brasileiro porque eles precisam do nosso apoio. Principalmente, do nosso feedback para melhorar as suas produções e seguir evoluindo. Porque não é fácil viver de arte e produção independente no nosso país. A partir de hoje, se for ao cinema dê uma chance para os filmes brasileiros tente pensar fora da caixa. Assim, perceberá que os nossos cineastas também sabem fazer bons trabalhos. 

Fotografia: Montagem, divulgação

A pandemia pode ter cancelado eventos, grandes estreias, superproduções, mas não cancelou a nossa alegria e entusiasmo de ir ao cinema para assistir o filme daquele diretor que a gente tanto gosta.

Fernanda Gurniak Weber

Fernanda Gurniak Weber

Desde cedo tinha a certeza de que seria jornalista. Multimídia, apaixonada por cinema, universo geek e jornalismo. Curiosa e ousada, criou o blog "Jornalistando NEWS", há 11 anos compartilha opinião sobre crítica de cinema, resenhas, reflexões, entretenimento e jornalismo. Acredita que o cinema é a ficção imitando a vida em takes de arte em ação. O conhecimento pode mudar o mundo! Graduanda do 8º semestre de Jornalismo da FSG, aprendeu nos momentos mais difíceis a ser resiliente e seguir em frente sem jamais desistir do seu propósito.



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