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Opinião

Valores invertidos e as consequências sociais

Redação

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Como cidadãos podemos e devemos fiscalizar e acompanhar todo tipo de investimento público. Porém, venho observando que poucos se motivam a ir além de escolher representantes no dia da eleição.


O mais interessante é que este fato parece agradar os que estão no “poder”. Estou me referindo a falta de iniciativa da população quando o assunto é manter os olhos bem abertos a todo e qualquer movimento dos “políticos”.


Confesso que não é muito agradável trabalhar e ter alguém observando atentamente o que estamos fazendo. Porém, não podemos impedir quando é de direito daquele que ali se encontra, mesmo que não seja tão agradável sua presença, desde que não atrapalhe, claro.
Mas, quero deixar claro que não estou pautando este assunto por acaso. Na tarde do dia 25 de março, por volta das 15h30, após levar o lixo na lixeira, que fica do outro lado da rua em que moro, percebi que alguns homens estavam realizando a pintura da faixa amarela do asfalto. De pronto liguei a câmera do celular e fiz uma foto e um pequeno vídeo. Porém, antes de concluir já ouvi um murmuro que parecia ser de reprovação. Foi quando virei e me deparei com quatro camaradas que vinham em minha direção, afirmando que eu não poderia filmar. e nem tirar fotos. Um deles afirmou que já sabia que a “rua era problemática” e que eles não autorizavam tirar fotos.


Mesmo eu me identificando como morador e que também era jornalista e que sabia como as coisas funcionavam, eles continuaram tentando me impedir. Afirmei que eu conhecia meus direitos e que não iria deixar de registrar o trabalho, ainda mais em uma via pública.
Para resumir a conversa, precisei registrar um Boletim de Ocorrência, pois além de me ofenderem, um deles me ameaçou dizendo que sabia onde eu morava e que viria trocar uma ideia comigo noutro momento. Questionei o que ele queria falar comigo e ele deu a entender que a conversa seria diferente, que se fosse numa favela ia ser de outro jeito.
Para quem não estava presente, pode parecer uma simples discussão. Mas, o calor do momento pode explicar o motivo que fez eu ligar para polícia e entrar em contato com o secretário de Obras do Município em questão.


Ah! A fama de “rua problemática” era justamente por estarmos acompanhando diariamente os trabalhos e exigindo os reparos necessários. Cabe lembrar que a obra iniciou em novembro de 2020 e o conflito foi agora no mês de março de 2021.
Ou coisa, evito sair de casa para não pegar Covid, e agora preciso controlar meus pensamentos para não ser tomado pelo medo de ser surpreendido por um camarada que não sei quem ele é, e para piorar ele sabe meu endereço e prometeu voltar. Tudo porque eu quis exercer meu direito de cidadão.


Obs. A Prefeitura notificou a empresa responsável pelo asfaltamento da rua.

Por Jornalista Lucas Brito

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