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Antropologia

Xadrez da vida real…

As características holísticas do xadrez em relação à humanidade.

Dieison Barcarolo

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O jogo de xadrez chama a atenção por um motivo bem específico: cada uma das peças têm seu valor, mas, no final do jogo, são guardadas dentro da mesma caixa. As peças pretas com as brancas; o reinado com os peões; o clero com os cavalos. Não há distinção de raça, gênero ou habilidade. E, tão engraçado, na vida real, as pessoas vivem como se não dependessem de mais ninguém. A antropologia passa a ser vilã, e a caixa de xadrez a ser nosso destino.

Noutra narrativa, poder-se-ia desbravar as aventuras dos portugueses em terras orientais e das conquistas milenares que, ainda hoje, surtem efeito; poder-se-ia indagar sobre as escolhas dos grandes mestres das lutas capitalistas como Marxs e Engels. Contudo, mesmo com toda a fama e sabedoria, o destino de cada um é o mesmo: a caixa.

Um destino exato, mas cada movimento no tabuleiro define quem chegará ao fim, por último. Podemos sacrificar nossos peões para manter a rainha em jogo, mas também, sacrificar os cavalos para distrair o rei. Temos a oportunidade de escolher como terminar o jogo. Contudo, não temos a liberdade de prever o tempo do jogo.

A vida real não é muito diferente. Dentro do âmbito social, eclesial, político todos temos funções diferentes mas o destino é o mesmo. Nos encaminhamos para uma nova vida, para uma nova fase da vida, para uma nova dimensão não conhecida. Porém, somos todos iguais dentro da caixa.

Dieison Barcarolo

sem.jak2015@gmail.com

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